(...)No terceiro dia em que dormia no pequeno apartamento de um edifício recém-construido, ouviu os primeiros ruídos. De normal,tinha o sono pesado e mesmo depois de despertar levava tempo para se integrar no novo dia,confundindo restos de sonho com fragmentos da realidade.Por isso não deu de imediato importância à vibração de vidros,atribuindo-a a um pesadelo.A escuridão do aposento contribuía para fortalecer essa frágil certeza.O barulho era intenso. (...)
No dia seguinte,quando acordara, ainda sonolento, ouviu-se um grito.
Tinha cortado o dedo com vidro, então rapidamente despertou e descobriu que sua vidraça havia ido abaixo. Estagiário de medicina, possuindo uma família com boas condições financeiras, liga para a mãe e pede ajuda para reparos em seu apartamento, pois na noite anterior acabara de acontecer uma grande ventania, que prejudicou não só sua moradia, mas também outros estabelecimentos.
Sua mãe, ao receber a ligação, se apavora, e rapidamente dirige-se ao apartamento. Chegando lá, horroriza-se com a cena e pergunta se ele está bem e o que aconteceu, então ele lhe explica. Sua mãe não acreditando muito não lhe dá muita atenção. Ao término da história, não convencida da situação do filho, tenta ajudá-lo.
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