Já era mais de meia-noite quando saí de casa para efetuar mais um brilhante e bem-sucedido crime. Havia escolhido a casa a dedo: avaliei a localização, as rotas de fugas e os moradores, um casal de velhinhos.
Deixei o carro a poucos metros do local do crime para facilitar a colocação dos objetos roubados e a fuga. Arrombei com cuidado a fechadura da porta, sem fazer barulho para não acorda ninguém. Entrei na casa andando devagar e na ponta dos pés.
Avaliei primeiro a sala. Havia ali uma televisão de plasma e um “home theater”. No quarto ao lado, havia um computador e alguns aparelhos eletrônicos. No quarto do casal, onde os dois velhinhos dormiam com uma expressão serena, havia outra televisão de plasma um pouco menor que a da sala, algumas jóias e, no guarda-roupa, um par de tênis e algumas roupas de marca. Na cozinha: fogão, geladeira, microondas, liquidificador, aparelho de jantar e um faqueiro que parecia não ser usado frequentemente. Por último, fui avaliar o banheiro, que era pequeno e não havia nada que me interessasse.
Fui aos poucos recolhendo os objetos: a televisão, o “home theater”, o computador, as jóias, os aparelhos eletrônicos, as roupas de marca, o faqueiro, o aparelho de jantar e os outros objetos da casa.
Entrei no carro orgulhoso e satisfeito com o meu mais novo bem-sucedido crime. Liguei o carro, pisei no acelerador, botei as mãos no volante e sai em direção a minha casa. Havia deixado na casa apenas a geladeira e o fogão que eram muito grandes e por isso não cabiam no meu carro.
Apenas quando cheguei a minha casa, percebi que não tinha deixado somente a geladeira e o fogão, havia deixado também no chão da cozinha minha dentadura, escrito com letras de grandes e de forma: PAUL LEE.
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