Sonhei que eu estava correndo na praia. Acordei com a lambida do meu cachorro. Alguém tocou a campainha do meu apartamento e fui lá ver quem era. Antes, dei uma parada para comer chocolate.
Minha boca ficaria com mau hálito se eu não comesse nada. Assim que comi, caminhei até a porta do apartamento dos meus pais (onde moro) e atendi a pessoa.
Era o funcionário de um político qualquer, daqueles que seguram bandeira na rua, fazendo uma pesquisa sobre cães e nomes. Não prestei muita atenção. Não por ser desatento, mas por ter acabado de acordar.
Ele me perguntou se eu tinha animais de estimação. Respondi que sim. Depois, perguntou qual era o nome do bicho. Disse que Luigi. O secretário me deu um sermão sobre traumas infantis. Não entendi a relevância das perguntas nem o objetivo do questionário.
O funcionário disse "quem pôr nome de gente em animal pode levar uma pequena multa caso o projeto de lei fosse aprovado". Achei narcisismo falar sobre política para uma criança de 15 anos.
Perguntei ao entrevistador se ele considerava "Luigi" como nome de gente.
Ele disse que não, mas eu acho que sim. Afinal, Luigi é um nome muito comum na Itália. Se bem que eu uso o diminutivo Lui, nunca o chamo de Luigi. Uso tanto Lui que Luigi devia ser o apelido.
O funcionário acabou com as questões e saiu do edíficio. Como eu não tinha nada melhor a fazer, sentei no sofá e fiquei assistindo televisão, enquanto me indagava: o que é nome de gente?
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