quinta-feira, 11 de março de 2010

Texto de Liana Machado

Na noite seguinte ele ouviu ruídos novamente, e esperou que cessassem, porém, não cessaram. Pelo contrário, ficaram mais estrondosos, e ele não agüentava mais. Decidiu levantar-se e ir descobrir o que eram aqueles ruídos naquele exato momento.
Levou consigo, por segurança, um bastão. Ao sair lembrou-se que deveria ter levado uma lanterna, mas a lâmpada acendeu quando ele passou em frente ao sensor, ainda tinha que se acostumar com seu novo prédio.
Ele foi pegar o elevador, mas um estava em manutenção e o outro parecia estar sendo segurado em algum outro andar. Ele teve que ir pela escada. Ela era pouco iluminada e com um aspecto sujo. Ele pensara se era obrigatório todos os prédios terem uma escada sombria.
Ele chegou no seguinte andar ofegante, esperou um pouco até recuperar o fôlego novamente. Enquanto isso, notou que a luz do apartamento que ficava em cima do seu estava acesa. Ficou aliviado em saber que não acordaria ninguém no meio da noite. Colocou o bastão encostado em um canto onde não pudesse ser visto. Bateu duas vezes na porta e uma mulher, que aparentava ser um pouco mais velha que ele, abriu a porta. Ele perguntou se estava tudo bem e se uns barulhos estranhos vinham daqui. Ela, sem graça, desculpou-se dizendo que não sabia que dava para ouvir os barulhos que ela estava fazendo. Ela explicou que estava com insônia nos últimos dias e por isso ficava acordada mudando os móveis de lugar durante a noite. Ela pediu desculpas e deu boa noite.

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